Energia

6. Usuário responsável de energia, ajudando a criar um futuro com baixa emissão de carbono

A siderurgia é uma indústria intensiva em carbono. Como maior produtora mundial de aço, temos um dos maiores footprints de carbono corporativos do mundo. No entanto, vemos que o aço tem um papel vital a desempenhar em um futuro de baixo carbono e alta eficiência no uso de recursos. Estamos encarando essa oportunidade com uma abordagem que impulsiona as reduções de emissões por meio de inovação tecnológica, colaboração com outras indústrias e ganhos de eficiência em energia.

Por que isto é importante para nós?

A economia do futuro será de baixo carbono e um dia será de zero carbono. A eficiência energética será baseada em abordagens circulares em relação aos recursos. O aço é um material ideal para construir esse futuro, devido às suas virtudes inerentes de durabilidade, resistência e reciclabilidade. Precisamos garantir que o aço – e o nosso aço especialmente – esteja no centro de tal economia, para que possamos continuar a criar valor para os stakeholders. Ao mesmo tempo, vemos vantagens imediatas, como a redução nos custos de energia que tem efeito direto no nosso resultado final. Portanto os ganhos em eficiência energética fortalecem nossa competitividade.

Nosso desafio

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Adaptar nossas operações e fazer a transição para um futuro de baixo carbono é uma das questões mais difíceis que enfrentamos. Hoje, existe uma enorme oportunidade de transformar a maneira como o aço é feito, mas os atuais contextos de políticas não estão incentivando o investimento em tecnologias inovadoras voltadas a uma produção de aço com baixa emissão de poluentes. Na verdade, nosso maior risco relacionado às questões climáticas está em mercados que estão desenvolvendo sistemas locais de regulação de carbono em nível regional ou nacional, como a Europa. Esses sistemas locais são bons e ao mesmo tempo o elo mais fraco. Como o aço é facilmente transportado para todo o mundo, há riscos de que o aço não regulamentado supere o aço produzido de acordo com esquemas locais de precificação de carbono.

Nossa ação

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Precisamos garantir as condições adequadas para investir em tecnologias inovadoras de baixo carbono. Estamos prontos para desenvolver uma produção de aço com baixa emissão, mas dependemos de três fatores: condições equitativas para garantir que o carbono seja regulado de maneira justa em nível mundial; contextos corretos de políticas para incentivar o investimento em novas tecnologias de baixo carbono; e rápido crescimento de energia abundante, acessível e renovável para desenvolver essas tecnologias. Ao mesmo tempo, devemos melhorar continuamente nossa eficiência no uso e reúso de energia dentro de nossas próprias operações e em redes vizinhas, além de continuar a reciclar os limitados suprimentos de sucata disponíveis mundialmente.

Nosso potencial de criação de valor

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Queremos fortalecer nossos negócios, abordando riscos de políticas, reduzindo custos de energia e abrindo novas oportunidades comerciais significativas por meio da reutilização de carbono. As siderúrgicas sempre usaram carbono para criar valor com a fabricação de aço, através do uso de carvão e coque para reduzir o minério de ferro. Atualmente, o CO2 resultante é tratado como resíduo, mas estamos explorando tecnologias que o converterão em produtos de alto valor. Além disso, acreditamos que existem maneiras de usar os resíduos da sociedade em vez de carvão no alto-forno, fechando assim o loop de carbono e reduzindo as emissões e os resíduos.

Expectativas de nossos stakeholders

Desde que o acordo climático de Paris, em 2015, identificou uma meta coletiva ambiciosa de limitar o aquecimento global a 2 graus ou menos, as expectativas dos stakeholders avançaram a um nível sem precedentes. Cada vez mais, investidores, ONGs, clientes e credores nos pedem para sermos mais transparentes sobre a quantidade de energia que usamos, a quantidade de carbono que emitimos e como nossos produtos e a cadeia de suprimentos atuam nessas áreas. Ao mesmo tempo, mais governos estão se tornando ativos na precificação de carbono, o que irá nos afetar em diversos mercados. As indústrias financeiras, por meio das recomendações da Força-Tarefa sobre Divulgações Relacionadas ao Clima, esperam que divulguemos como incorporamos questões relacionadas ao clima em nossos processos de governança e estratégias de negócios. Os reguladores também ajudaram a impulsionar a eficiência energética e é esperado que a norma de gerenciamento de energia ISO 50001 talvez seja a norma ISO mais rapidamente implementada.

O resultado que precisamos

Nossos stakeholders têm a confiança de que estamos focados em tornar nossas operações eficientes em energia o máximo possível e em reduzir significativamente o carbono que elas emitem, a fim de ajudar a criar um futuro de baixo carbono.

Atendendo a essa diretriz

Transformar nossa empresa para um futuro de baixo carbono é um desafio que já começamos a enfrentar. Estamos adotando uma abordagem conjunta para a energia e o carbono em todas as nossas operações, levando em consideração as expectativas de nossos clientes, investidores, reguladores e empregados, bem como o pensamento global de longo prazo sobre as mudanças climáticas. Nossa abordagem ao assunto é direcionada para cada aspecto de nossas próprias emissões de carbono: estratégia e desempenho de carbono, tecnologia de baixo carbono, regulamentação e eficiência energética. O tema também é abordado nas Diretrizes 2 (Produtos) e 3 (Infraestrutura).